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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Reportagem da Revista pais&filhos. Coleção Almoço da Bisa.
Perguntas para Wanda:
1- Você é uma bisavó de “mão cheia”. O que você acha
dessas novas gerações de mães que estão se formando? Percebe uma diferença nas
mesas das famílias? Qual o impacto dessas mudanças (de saúde e de cultura)?:
Respostas
: Atualmente, as pretensas mães de família, não querem ou não pretendem atuar
na cozinha. Muitas delas nem querem estragar as mãos, o esmalte e nem cheirar a
tempero. Será que podemos culpar as mães, frutos de uma geração assoberbada com
tanta aprendizagem diversificada, agradando mães orgulhosas de suas filhas
modernizadas, sem perceberem o erro de que " quem não sabe fazer,
não sabe mandar". Para a saúde, esse hábito de alimentação diária com
lanche, além de impedir refeições sadias, se afastam do saudável hábito da
família reunida à volta da mesa, quando todos comungavam os mesmos objetivos e
as conversas e as trocas de ideias interessavam a todos os familiares.
2- Suas filhas e netas “puxaram” esse lado seu da
cozinha?
Respostas
: Minha filha Wandinha, cozinha relativamente bem, mas não é muito afeita a
essas maravilhas culinárias. Ela se sente melhor realizando atos de caridade,
sempre engajada a movimentos caritativos onde realiza verdadeiros milagres. Mas
minha neta Bárbara, essa sim, tem o dom de realizar coisas surpreendentes na
cozinha, que muito agradam além do paladar saboroso, também se
aprecia um lindo visual. Haja vista que seu estudo acadêmico se fez em faculdade
de culinária e afins.
3- De uma dessas receitas do livro de arroz tem alguma
que é realmente tradicional sua e da sua família?
Respostas
: Sim, o arroz de todos os dias, o arroz mole paulista, arroz com passas, arroz
de carreteiro do Ley (meu irmão), arroz de festa no micro-ondas. arroz de Braga
da cunhada Ignês, o arroz doce da Wandinha (minha filha) e tantos outros ainda,
que fazem crescer a lista.
4- O costume dos livros de receita foi passado para
você? E para as outras gerações da família?
Respostas
: Não, isso é coisa minha pois gosto de organização e de conservar o mesmo
lugar de todas as coisas. Dessa maneira, quando procuro qualquer coisa ou
objeto encontro porque sei onde encontrar. Assim eram e continuam sendo
conservadas as receitas. Minha mãe Anna era exímia cozinheira, especialista em
variadas preparações culinárias da cozinha italiana, desde quando, ela como a
filha primogênita aprendeu a arte dos preparativos na cozinha, com seu pai, meu
avô Arthur, que amava cozinhar e o realizava muito bem e ainda apreciava seus
quitutes tão saborosos. Minha avó Rosa sempre às voltas com filhos pequenos
(com uma prole de 13 filhos) não dispunha de tempo para a cozinha. As filhas
mais velhas eram obrigadas a decorar o que aprendiam com o pai, para nunca
recorrer a anotações de recitas. Tinham que saber realizar todas as
preparações, com desenvolta e presteza.
5- Algumas mulheres mais velhas (a minha bisavó diz
isso) dizem que “quem sabe cozinhar um bom arroz”, cozinha qualquer coisa. Você
acredita nisso?
Respostas
: Acredito sim!!! Outro dia, ouvi uma senhora que me perguntou. ---Nesse
seu livro tem receitas de arroz simples de todo dia ? Quando respondi que sim,
ela desabafou. --- Que bom, então agora vou acertar fazer um arroz que
acredito, bem gostoso. Continuando, ela me confessou o seu problema... todas as
vezes que tentei cozinhar um arroz para saborear quentinho, que é o meu sonho,
foi um desastre culinário. Não consegui comer, porque em nunhuma das
vezes acertei!!! Não acertando o arroz, desisti de me aventurar na
cozinha, por me julgar incapaz.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Arroz de carreteiro do Ley
Reportagem na Revista pais&filhos.
Arroz de carreteiro do Ley.
Arroz
de carreteiro do Ley
½
kg de carne seca dessalgada, em cubinhos
½
kg de lingüiça calabresa picadinha, sem casca
2
paios picadinhos, sem casca
100
grs de bacon fatiado e picado
2
xícaras (chá) de arroz cru
1
colher (sopa) de manteiga
3
cebolas roxas (menor que média) picadas
3
dentes (grandes) de alho picadinho
1
litro de água fresca ou água fresca apenas 2 dedos acima do arroz
4
colheres (sopa) de cheiro verde picado
Sal
a gosto se houver necessidade
1)
Lavar
a carne seca embaixo da água da torneira. Colocar a carne numa panela de
pressão, cobrir com bastante água pura e fresca, 3 dedos acima do nível da
carne. Ligar o fogo e quando chiar, deixar cozinhar por 20 minutos, em fogo
mínimo. Abrir a panela, escorrer a água e cobrir novamente, com bastante água
pura, fervendo. Tampar a panela e cozinhar novamente em fogo mínimo, por mais
25 minutos. Escorrer a água e picar em cubinhos bem pequenos. Reservar.
2)
Picar
a lingüiça e o paio em cubinhos bem pequenos. Reservar.
3)
Levar
uma panela ao fogo com a manteiga e o bacon para fritar até virar torresmo.
4)
Juntar
a lingüiça, o paio e a carne seca, deixando fritar, mexendo, por cerca de 5
minutos.
5)
Acrescentar
a cebola e o alho e fritar mexendo, até a cebola ficar transparente.
6)
Incluir
o arroz lavado e escorrido e misturar.
7)
Por
fim a água. Mexer, experimentar e corrigir o sal se for necessário.
8)
Cozinhar
em fogo brando sem tampar, até quase secar.
9)
Antes
de servir, misturar o cheiro verde.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Comida de Alma: O arroz da bisa Wanda
Por Redação Pais & Filhos
Até o tradicional arroz de todo dia tem segredos! Para ficar do jeito que todo mundo gosta, bem branquinho e soltinho, é preciso dominar os truques. No terceiro episódio da série "Comida de Alma", Ayrton e Dóris Bicudo, pais de Barbara e Fernando, dividem conosco os truques da bisa Wanda, mãe de Ayrton, para fazer com perfeição esse prato básico da mesa brasileira.
Considerado um ícone da família, o arroz da Bisa Wanda hoje é apreciado por suas bisnetas, as gêmeas Luiza e Estela, 3 anos, filhas de Barbara. "É o melhor arroz que tem. Só pelo cheiro dá para reconhecer", conta Barbara.
A receita está registrada no livro "Almoço da Bisa: Arroz", da Dash Editora, que reúne diversas receitas de arroz, do básico ao mais elaborado, com dicas simples e segredinhos da Dona Wanda.
Foi o próprio Ayrton quem reuniu e editou as receitas da mãe. Em maio, sai o volume Feijão. Outros dois livros ainda integrarão a coleção - que ficará como uma refeição completa com os volumes dedicados ao Bife e à Salada.
Cozinheira de mão cheia
Wanda Lopes Bicudo - a Bisa Wanda - foi professora primária, fez faculdade de pedagogia, mestrado em filosofia e história da educação e doutorado em psicologia e didática. Aposentou-se, mas, aos 88 anos, continua bem ativa. Até pouco tempo, dava aulas de culinária na faculdade para a terceira idade da PUC de Campinas. Sempre pesquisando e criando pratos que, depois de testados e aprovados, se transformaram em mais de 40 livros manuscritos e guardados com carinho em seu escritório.
Filho de cozinheira, cozinheiro é! Quem são Ayrton e Doris Bicudo
Fofura em dobro: as gêmeas Luiza e Estela já foram capa da Revista Pais & Filhos. Relembre!
Confira a receita do arroz comum de todos os dias .
Dóris e Ayrton Bicudo com o livro de receitas da bisa Wanda
Arroz com abobrinha
Risoto com mortadela
Arroz com abacaxi
Bolinho caipira de arroz
Arroz de festa no micro-ondas
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